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MÚSICA E ARQUITETURA VOLTAM A CRUZAR-SE NO ÂMBITO DA EXPOSIÇÃO “INFINITO VÃO – 90 ANOS DE ARQUITETURA BRASILEIRA”

Na Casa da Arquitectura os sons do Brasil fazem-se ouvir todos os dias na Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”, mas em abril vamos reforçar este cruzamento entre música e arquitetura.

 

Zuza Homem de Mello, figura maior do jazz no Brasil, musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical, é a figura central desta programação, que inclui uma Aula Ilustrada e Musicada “90 Anos da Canção Brasileira – 1928 a 2018”, o concerto “Músicas Brasileiras, Músicos Portugueses”, a apresentação e exibição do Documentário “Zuza Homem de Jazz” e também um ato poético inspirado em Clarice Lispector protagonizado pela atriz Camila Pitanga.

 

No sábado, dia 13, são lançadas as versões portuguesa (coedição Casa da Arquitectura e Editora Monolito)  e inglesa (coedição Casa da Arquitectura e Lars Müller Publishers). do catálogo “Infinito Vão” com a presença dos curadores Fernando Serapião e Guilherme Wisnik. 

 

Entre 11 e 14 de abril, os pretextos para vir à Casa da Arquitectura são, como se vê, muitos e irresistíveis. Para além da música, há cinema, conferências, filmes, debates, lançamento de livros, atividades para crianças e famílias e visitas guiadas às exposições. 

 

O programa completo pode ser descarregado AQUI.

 

 

AULA ILUSTRADA E MUSICADA “90 ANOS DA CANÇÃO BRASILEIRA – 1928 A 2018”

11 abril, quinta-feira, 18h00

Casa da Música, sala de Ensaios 1

Entrada gratuita.

 

Levantamento de bilhetes na bilheteira da Casa da Música no dia do evento a partir das 10h00.  Máximo de 4 bilhetes por pessoa.

O conceituado musicólogo brasileiro, Zuza Homem de Mello, leva à Casa da Música um itinerário ilustrado, em forma de aula musicada, pelos 90 anos da canção brasileira desde os primórdios, nos anos 20 do século passado, até aos nossos dias.

O roteiro desta Aula ilustrada e musicada “90 anos da Canção Brasileira, 1928 – 2018” começa no Maxixe, atravessa os Parâmetros do Samba, o Carnaval, a Época de Ouro, o Samba-canção, a Bossa Nova, os Festivais, o Tropicalismo, o Clube da Esquina, a Revitalização do Samba, o Regionalismo, percorre os Descendentes da Bossa Nova, o Pop Brasileiro, a Música Sertaneja e desagua nos novos valores atuais.

A aula de Zuza Homem de Mello acontece no dia 11, às 18h00, e está integrada no Programa Paralelo da Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”, patente na Casa da Arquitectura.

 

 

CONCERTO “MÚSICAS BRASILEIRAS, MÚSICOS PORTUGUESES”

12 de abril, sexta-feira, 21h30

Tanoaria, Casa da Arquitectura

Os bilhetes (10 euros) para o concerto com a Orquestra Jazz de Matosinhos e o convidado especial Kiko Freitas já podem ser adquiridos na bilheteira da Casa da Arquitectura ou diretamente AQUI.  O bilhete dá acesso gratuito às exposições patentes na Casa da Arquitectura.

 

Em abril, os sons do outro lado do Atlântico vão ouvir-se de novo na Casa da Arquitectura com a curadoria do conceituado musicólogo brasileiro, Zuza Homem de Mello, tendo como convidado especial o baterista gaúcho Kiko Freitas. A acontecer no dia 12 de abril, o concerto “Músicas Brasileiras, Músicos Portugueses” oferecerá, por isso, uma oportunidade singular de ouvir um repertório conhecido com novas roupagens, executado com a mestria e excelência da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) dirigida por Pedro Guedes no palco da Casa da Arquitectura. Um espetáculo inédito e irrepetível.

Zuza atua na área da música há quase 70 anos – é curador dos principais festivais internacionais de jazz no Brasil – e tem enorme experiência em produções musicais, sendo um nome reconhecidíssimo no seu país. Para este momento único, Zuza escolheu cinco diferentes arranjadores de ponta para escreverem arranjos específicos para doze temas brasileiros que serão levados ao palco pelos músicos da OJM.

Atravessando os seis núcleos da Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”, onde se cruza com o cinema, a literatura, a imprensa e o design, a música do Brasil tem vindo a inspirar uma intensa programação artística que já trouxe à Casa da Arquitectura nomes grandes do panorama musical do país irmão, como Adriana Calcanhoto, Paula Morelenbaum ou José Miguel Wisnik.

 

Arranjadores, títulos e compositores das canções:

Arranjos de Antonio Adolfo (Rio de Janeiro) Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro) 2099 (Antonio Adolfo) – novo titulo deste frevo originalmente denominado e registrado como 1989 e 1999 Arranjos de Mario Adnet (Rio de Janeiro) Wave (A. C. Jobim) Nanã (Moacir Santos) Arranjos de Nelson Ayres (São Paulo) Corcovado (Antonio Carlos Jobim) Só Xote (Nelson Ayres) Organdi e gomalina (Nelson Ayres) Arranjos de Nailor Proveta (São Paulo) Linha de passe (João Bosco / Aldir Blanc / Paulo Emilio) Sempre (K-Ximbinho) Vovô Manoel (Nailor Proveta) Arranjos de Letieres Leite (Salvador) Dasarábias (Letieres Leite) Canto prá Nanã (Dorival Caymmi)

 

 

Biografias

Zuza Homem de Mello: Zuza Homem de Mello é musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical. Entre 1957 e 1958, morando nos EUA, frequenta a School of Jazz, em Tanglewood, quando teve aulas com Ray Brown, estuda musicologia na Juilliard School of Music de Nova York, literatura inglesa na New York University e estagia na Atlantic Records.

Há 65 anos dedica-se ao que há de melhor na música brasileira, o que inclui: atuação como técnico de som da TV Record na sua fase dos musicais e dos festivais; idealização e comando do Programa do Zuza, diário por 11 anos para emissora da capital paulista; atuação como crítico de O Estado de S. Paulo por 10 anos; idealização e comando da serie semanal Jazz Brasil da TV Cultura; atuação como professor em cursos e palestras; produção de espetáculos musicais e discos; curadoria de eventos e festivais; curadoria direção musical e apresentação das séries televisivas (Canal Arte 1) O tempo e a Música – “MPB”  e O tempo e a Música – “Noel Rosa” (8 episódios cada) e de sua biografia musical “Zuza Homem de Jazz”  (Canal Curta) todas produzidas pela Cine Group; e finalmente, inclui a autoria dos livros: Música popular brasileira cantada e contada (Melhoramentos, 1976), A Canção no Tempo, em 2 volumes com Jairo Severiano (Editora 34, 1997-98), João Gilberto (Publifolha, 2001), A Era dos festivais (Editora 34, 2003), Música nas veias (Editora 34, 2007), Eis aqui os Bossa Nova (Editora Martins Fontes, 2008), Música com Z  (Editora 34, 2014), contemplado com o Prêmio APCA, e Copacabana, a trajetória do samba-canção, (co-produção Editora 34 e Edições Sesc, 2017). Em agosto último, tomou posse da cadeira de n° 17, como membro da Academia Paulista de Letras.

 

Kiko Freitas: Kiko Freitas nasceu em Porto Alegre, Brasil, numa família de músicos, poetas e artistas, em 16 de agosto de 1969. Baterista profissional desde 1987, atuou com grandes artistas como Michel Legrand, Nico Assumpção, João Bosco, Milton Nascimento, Chico Buarque, Frank Gambale, Lee Ritenour, John Beasley, Jeff Richman, Gonzalo Rubalcaba, Jeff Andrews, Hubert Laws, John Leftwich, Wolf Kerschek, Lars Jansson, Nils Landgren, James Genus, Ivan Lins, Hamilton de Holanda, Leila Pinheiro, Armando Marçal, Luiz Eça, Francis Hime, Vladyslav Sendecki, NDR Big Band, Thomas Törnhaden, Peter Knudsen, entre muitos outros.

Como educador, Kiko tem vindo a participar como como professor em eventos como o Festival Nacional de Bateristas Brasileiros, Curso Internacional de Verão – EMB, Masters of the Drums Workshop, Salão Internacional da Bateria, Encontro Latino Americano de Percussão (UFSM), Memorial de Curitiba, Conservatório de MPB, Curso Internacional de Verão-EMB, Masters of the Drums Workshop, Salão Internacional da Bateria, Encontro Latino Americano de Percussão (UFSM), Curitiba Memorial, Conservatório de MPB, Göteborg Music University, Malmö Music University e a Stockholm Royal Achademy of Music, Conservatorium Von Amsterdam, University from Rotherdam, California Jazz Conservatory (USA), Clumbus University (OH-USA), University of Louisville (KY-USA).

Kiko Freitas toca com João Bosco há 19 anos, com tournées pelo Brasil, EUA e Europa. Já atuou em vários festivais internacionais de jazz, como o Schleswig-Holstein-Musik-Festival, Salzau Jazz Festival, Montreaux Jazz Festival, Montreal Jazz Festival, Eldena Jazz Festival, Jazz Baltica, Internacionales Jazz Festival Bingen Swingt, Hamburg Jazz Open, Festival Internacional de Jazz de Granada, Ludwigshafen Enjoy Jazz, Jazz Classics Basel, Jazz Fest Sarajevo, Las Palmas Rrincón Jazz, Madrid Jazz Festival, Gijón Festival, All Blues Jazz Recitals, Istanbul Caz Jazz Festival, Kaunas Jazz Festival, Musiques Sur L’ile, Jazz Stars in Krakow, Skopje Jazz Festival, Toulouse Jazz Sur Son, Red Sea Jazz Festival.

 

Orquestra Jazz Matosinhos

Com 22 anos de existência, a Orquestra Jazz de Matosinhos tem a sua nova base na Real Vinícola. Um espaço que é a concretização de um sonho antigo e reúne todas as condições que garantem o crescimento da big band e a continuidade do trabalho de excelência que tem desenvolvido, nacional e internacionalmente, e que foi recentemente distinguido pelo Primeiro-Ministro com a Medalha de Mérito Cultural.

O novo espaço da OJM integra o CARA – Centro de Alto Rendimento Artístico, estúdio de gravação, salas de ensaio e espaços de apoio que constituem um centro de trabalho e investigação inovador, onde se vão explorar, testar e implementar novas formas do uso da tecnologia na promoção da excelência musical e no desenvolvimento de novos paradigmas na educação musical. Promover o diálogo entre arte, ciência e tecnologia, designadamente através de projectos multidisciplinares que visem a investigação e desenvolvimento de soluções para a criação, fruição e disseminação de conteúdos criativos.

O espaço acolhe também o Serviço Educativo, complementando o trabalho já desenvolvido nas escolas do concelho, com a Grande Pesca Sonora, a Orquestra de Famílias de Matosinhos, e o LEM – Laboratório de Exploração Musical.

Ao longo de 22 anos, foram muitas as parcerias da OJM com músicos de renome nacional e internacional, como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow, Gary Valente, Dieter Glawischnig, Stephan Ashbury, Chris Cheek, Ohad Talmor, Joshua Redman, Andy Sheppard, Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade, Manuela Azevedo, Sérgio Godinho, Manel Cruz, entre muitos outros.

Presença regular nas principais salas do país, a big band já actuou em Barcelona, Bruxelas, Milão, Nova Iorque, Boston, Marselha e foi a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano (JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007). Participou ainda no Beantown Jazz Festival de Boston e realizou temporadas nos clubes nova-iorquinos Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery, Iridium e Blue Note.

 

 

 

APRESENTAÇÃO E EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO “ZUZA HOMEM DE JAZZ” SOBRE ZUZA HOMEM DE MELLO

Apresentação por Nuno Pacheco

Dia 13, sábado, 15h00

Casa da Arquitectura

Entrada livre

 

O documentário resgata a história do jazz dos anos 1950 e sua conexão com a bossa nova Qual é a influência do Jazz na música brasileira? Zuza Homem de Jazz traça um paralelo entre os dois universos através da história de Zuza Homem de Mello, partindo do olhar próximo e intimista do crítico que é referência do jornalismo musical no Brasil. Revisitando seu passado como musicista até os dias de hoje, o documentário expõe a paixão de Zuza pela música, pelo som, por algo que resiste e se transforma através do tempo.

Amante do jazz, o jovem brasileiro seguiu para os Estados Unidos, no final dos anos 50, para cursar a School of Jazz em Lenox, Massachussets e para estudar na Juilliard School of Music, em Nova York. Na School of Jazz, programa para jovens que contemplava entre seus professores alguns dos maiores músicos do Jazz de então, Zuza foi aluno do contrabaixista Ray Brown. Em Nova York, além de seus estudos, Zuza estagiou na Atlantic Records como engenheiro de som. Durante sua estada na cidade, conviveu com o que havia de melhor nos clubes de jazz, em seu esplendor nos anos 50. Assim assistiu a centenas de astros como Duke Ellington, Billie Holiday, Miles Davis, Thelonious Monk, John Coltrane entre muitos outros.

Neste documentário, ele vai A Nova York para se encontrar novamente com velhos amigos do universo do jazz como Bob Dorough, Gary Giddins, Steve Ross, Eric Comstock, Wynton Marsalis e Maria Schneider. Com depoimentos filmados nos EUA (NYC e Pennsylvania), no Rio e em São Paulo, Zuza recupera antigas histórias vividas por ele em sua trajetória profissional. Mesclando depoimentos com imagens de arquivo ou execuções especiais para o documentário, Zuza Homem de Jazz evidencia como a música brasileira recebeu influência do Jazz desde os anos 20, assim como, no sentido inverso, a música brasileira repercutiu na americana atingindo decisivamente o Jazz.

 

Género: documentário

Duração: 91 minutos

Ficha técnica:

Direção – Janaína Dalri / Ideia original – Ercília Lobo / Curadoria de Conteúdo – Zuza Homem de Mello / Roteiro – Igor Miguel / Produção executiva – Luciana Pires, Monica Monteiro e Fátima Pereira / Direção de fotografia – Francisco Orlandi Neto / Direção de produção – Leandro Estrela / Realização – Cine Group

 

 

 

ATO POÉTICO TEMPO 3

Com Camila Pitanga, Celso Sim, Lucas Santtana, Domenico Lancellotti e Ricardo Dias Gomes

13, sábado, 21H30

Casa da Arquitectura

Bilhetes 8€

 

Tempo 3 é um ato poético criado especialmente para o programa paralelo Infinito Vão. Camila Pitanga, Celso Sim e Lucas Santtana farão releituras de clássicos da canção brasileira que dialogam com o imaginário arquitetónico do Brasil, tendo como gatilho a leitura da famosa crónica de Clarice Lispector escrita nos anos 60 sobre Brasília (“Nos começos de Brasília”). Ato poético que reúne leitura, canto e arquitetura sonoras. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

 

Biografia Camila Pitanga

Em quase 30 anos de carreira, Camila Pitanga participou de 10 filmes, 13 novelas, 4 minisséries e 10 obras teatrais.

Embaixadora da ONU Mulheres e formada em artes cénicas, tornou-se um dos nomes mais aclamados de sua geração tendo recebido o APCA por sua atuação em Paraíso Tropical (2007). No cinema, destaque para Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios (2011), detentor do prémio de melhor atriz pelo Festival do Rio. Com Beto Brant dirige o documentário Pitanga (2017), eleito o Melhor Filme Brasileiro durante a 40a Mostra de SP. Já a sua última incursão teatral foi com a Cia Mundana de Teatro (2013), quando, como produtora e atriz, trabalhou no processo de adaptação da novela O Duelo, de Anton Tchekhov.

A música também é presente em sua trajetória, tendo cantado com Roberto Carlos e participado do programa Cantoras do Brasil ao lado de nomes como Céu, Tulipa Ruiz. Camila ainda integrou a tourné do 26ª Prémio da Música Brasileira em homenagem a Maria Bethânia, em que se juntou a ícones da MPB como João Bosco, Zélia Duncan, Lenine, Chico César e a própria homenageada. Participou ainda do álbum São Outros 500 cantando com Paulinho da Viola a faixa Pode Guardar as Panelas.

 

 

LANÇAMENTO CATÁLOGO INFINITO VÃO

Com Fernando Serapião e Guilherme Wisnik

13, sábado, 11h00

Casa da Arquitectura

Lançamento das versões portuguesa (coedição Casa da Arquitectura e Editora Monolito)  e inglesa (coedição Casa da Arquitectura e Lars Müller Publishers) do catálogo “Infinito Vão” com a presença dos curadores Fernando Serapião e Guilherme Wisnik.

Esta obra apresenta mais de 100 projetos criados desde 1928 até 2018, num arco de 90 anos da arquitetura brasileira. Com 400 páginas, o livro conta ainda com ensaios sobre o tema escrito por autores de diversas nacionalidades, como Adrián Gorelik, Ana Luiza Nobre, Ana Vaz Milheiro, Daniele Pisani, Diego Inglez de Souza, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Jean-Louis Cohen e Wellington Cançado. Preço de capa 45 euros.