VISITAS ORIENTADAS EXPOSIÇÕES

Estas visitas acontecem dentro das salas de exposição e pretendem criar uma relação de proximidade entre as obras expostas e os visitantes. Adaptadas para todas as idades, desde crianças a idosos, estudantes, curiosos ou profissionais de arquitetura, são um momento de partilha de conhecimento bem como de valorização da cultura e da arquitetura.

Marcações através do email visitas@casadaarquitetura.pt. O preço inclui bilhete de entrada na exposição. Descontos não acumuláveis. Número de participantes sujeito às orientações da DGS. Por cada grupo oferecemos a entrada de um professor/acompanhante.

 

 

Eduardo Souto Moura – Memória, Projetos, Obras
Até 7 de Março 2021 / Nave Expositiva e Galeria da Casa

A exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras” oferece uma singular e rara leitura monográfica do trabalho daquele que é considerado um dos mais prestigiados arquitetos portugueses.
Nesta visita orientada os monitores do Serviço Educativo vão mediar os conteúdos extraídos do enorme acervo que o arquiteto depositou na Casa da Arquitectura, composto por 604 maquetes, 8500 peças desenhadas e toda a documentação textual e fotográfica que complementa os projetos.
Venha conhecer de perto os cerca de 40 projetos selecionados para figurar na exposição e que lançam luz sobre a obra e processo de trabalho deste arquiteto.

 

Horário: 3ª a Domingo | 10:00 às 17:00
Duração: 1h
Participantes por grupo: min.5 – máx. 10
Público Geral: 10€
Descontos:
Menores de 12: entrada gratuita
Cartão Amigo da Casa: desconto 10%
Estudantes / 65+: 5€
Visitas de Grupo:
Escolas / associações sócio-culturais: 2,5€

 

 

Arquigrafias. Guido Guidi e Álvaro Siza
27 de Março a 5 de Outubro / Galeria da Casa

O diálogo entre a obra fotográfica de Guido Guidi (Cesena, 1941) e a obra arquitetónica de Álvaro Siza (Matosinhos, 1933) constitui um encontro singular entre duas figuras ímpares nos seus respectivos campos de trabalho. Esta iniciativa é simultaneamente um tributo ao Arquiteto Álvaro Siza Vieira e uma oportunidade para dar atenção às relações que a sua obra estabelece com a luz, com os corpos e o passar do tempo. Guido Guidi pretende fotografar as relações íntimas ou quase invisíveis entre as obras de Siza. Além de evidenciar as formas ou singularizar os objetos, Guidi pretende olhar para o que a obra vê, para o seu contexto e entorno, ou para os diferentes tipos de usos, bem como para o seu estado atual de preservação. Não pretende focar-se nas obras de Siza enquanto atos isolados, mas englobar as periferias, os limites e os lugares recombinados, dando ênfase à multi-dimensionalidade e pluritemporalidade das obras, às suas variantes e coexistências com o mundo contemporâneo.Nesta primeira apresentação, apenas constarão uma parte ínfima dos mais de 60 anos de projetos de arquitetura de Álvaro Siza, mas dá-se início a um trabalho que Guido Guidi quer prosseguir nos próximos tempos.

 

Visitas todos os dias entre as 9:00h e as 18:00h
Duração: 1h
Preço: 2,50€ estudantes e >65 anos (min. p/grupo 25€) / 5,00€ público geral (min. p/grupo 50€)

 

 

Radar Veneza
16 de Abril a 10 de Outubro / Nave Expositiva

Radar Veneza torna visível o eco internacional do trabalho dos arquitectos portugueses e questiona a sua representatividade, competitividade e diplomacia.  Os ecos dos arquitectos portugueses na bienal incluem as participações nas exposições centrais e as representações nacionais, permitindo comparações entre a história mais breve da promoção oficial, com patrocínio público, e a vasta representatividade dos autores nacionais com a profundidade temporal dos 45 anos do título. Combinadas, permitem olhar os encontros e desencontros entre os debates nacionais e internacionais.  O panorama dos grandes eventos cíclicos da cultura arquitectónica oscila entre o laboratório que prospecta e interroga o presente e a competição entre autores ou nações que aparentemente organiza uma hierarquia de valor através da premiação, entre a construção colectiva de um horizonte partilhado e a ritualização do conflito em que efectivamente só pode ganhar um.  O regresso das representações nacionais em 1991 e dos Leões de Ouro e Prata importados do festival de cinema em 1996 marcou o regresso à Bienal de Veneza desta complexa dialética. Desde então muitas representações se debatem com este conflito, questionando se os pavilhões nacionais são pedaços de pátrias longínquas incrustados nos Jardins da Bienal ou se são lugares de experimentação abertos e internacionais. A representação Portuguesa, nómada e incerta, sempre explorou outros territórios, outras fronteiras e outras porosidades.  Interrogar a representação nacional é também interrogar a diplomacia cultural, e enunciar a distinção entre diplomacia e promoção cultural; diferença tão importante na construção de um lugar internacional para os arquitectos portugueses. A diplomacia é o concerto das nações, e o conflito, cultural ou comercial, o seu oposto. A pergunta diplomática ao campo sem fronteiras do varrimento do radar Veneza é então como estar em diálogo, como fazer parte de um mundo mais vasto e mais decente, onde a arquitectura possa estar tão perto da sociedade quanto possível.

 

Visitas todos os dias entre as 9:00h e as 18:00h
Duração: 1h
Preço: 2,50€ estudantes e >65 anos (min. p/grupo 25€) / 5,00€ público geral (min. p/grupo 50€)