Lançamento do livro “(DE)GUSTAÇÕES GRATUITAS” pelo arquiteto José Vela Castillo_13 out, FAUP, 19h00

Na próxima 5ª feira, 13 de setembro, pelas 19h00, realiza-se o lançamento do livro “(DE)GUSTAÇÕES GRATUITAS DA DESCONSTRUÇÃO, A FOTOGRAFIA, MIES VAN DER ROHE E O PAVILHÃO DE BARCELONA”, pelo autor, o arquiteto José Vela Castillo. O evento terá lugar no Auditório da Biblioteca da FAUP – Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

‘Degustações gratuitas’ – o autor percorre a vida atribulada do Pavilhão e reflecte sobre a arquitectura, sobre o gosto e a gratuidade, sobre a ruína e o espectro, sobre o segredo e a cegueira, sobre o arquivo e a ruína, sobre a origem e o porvir.

Edição ACA – CASA DA ARQUITECTURA

ENTRADA LIVRE

O livro estará à venda no local a preço de lançamento: € 12,00
 

 

(DE)GUSTAÇÕES GRATUITAS

O que neste ensaio se oferece é uma leitura, uma interpretação, duma obra de arquitectura e do autor dessa obra: o Pavilhão que Mies van der Rohe projectou para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Dentro deste movimento interpretativo, orientado a partir da desconstrução, e especificamente da desconstrução derridiana, fala-se também da arquitectura em geral e da arquitectura como pensamento. O objectivo é desencadear uma espécie de desconstrução filosófica que opera em, ou entre, a própria arquitectura – uma arquitectura múltipla e abismada, uma arquitectura fotografada. Não se pretende, portanto, testar os temas típicos da desconstrução, procedentes da obra de Jacques Derrida (o espectro, a marca, a ruína), em confronto com uma obra de arquitectura, mas, através deles, chegar a desconstruir a própria arquitectura. O que se procura é a iluminação duma arquitectura e dum pensamento mediante um processo que pretende mostrar, no que têm de mostrável, os segredos ocultos, os fantasmas, os desejos e esperanças que, ainda hoje, povoam e assediam o Pavilhão de Barcelona. E que, neste sentido, o abrem ao porvir.
O que dá título a este ensaio é uma frase casual que aparece reflectida numa das superfícies espelhadas do Pavilhão numa das fotografias de 1929, da agência Berliner Bild-Bericht. A partir dessa frase fantasmática – ‘Degustações gratuitas’ – o autor percorre a vida atribulada do Pavilhão e reflecte sobre a arquitectura, sobre o gosto e a gratuidade, sobre a ruína e o espectro, sobre o segredo e a cegueira, sobre o arquivo e a ruína, sobre a origem e o porvir.

 

JOSÉ VELA CASTILLO

José Vela Castillo é arquitecto e doutorado em arquitectura pela ETSAM.
É professor de Projectos arquitectónicos, Projecto de fim de curso e Teoria e cultura em arquitectura na IE University de Segóvia.
Actualmente é doutorando na Faculdade de Filosofia da Universidade Complutense, onde investiga sobre filosofia e projecto de arquitectura a partir do pensamento pós-metafísico e desconstructivo.
Publicou em diferentes meios, entre eles, Arquitectura, Iluminaciones, Metalocus e Despalabro e apresentou as suas investigações em diversos fóruns internacionais.
Para além do presente ensaio, publicou um outro sobre a arquitectura de Richard Neutra.
É membro fundador de Intersección (Grupo de investigação de filosofia e arquitectura, www.interseccion.info), membro da ESA (European Society of Aesthetics) e foi investigador no projecto Espacio y subjetividad: ampliaciones y quiebras de lo subjetivo en la ciudad contemporánea, patrocinado pelo Ministério da Educação e Ciência.
Tem o seu gabinete profissional em Madrid.