4º ANIVERSÁRIO DA CASA DA ARQUITECTURA, 80 ANOS DE ÁLVARO SIZA: ARQUITETURA, CINEMA E FOTOGRAFIA

 

NO 4º ANIVERSÁRIO DA CASA DA ARQUITECTURA
E NOS 80 ANOS DE ÁLVARO SIZA
ARQUITETURA, CINEMA E FOTOGRAFIA:
A PISCINA DAS MARÉS
 

A CASA DA ARQUITECTURA completa 4 anos e Álvaro Siza 80. Parece uma discrepância enorme de idades. E é. Mas há coisas que não se medem em anos. A arte e os artistas estão para além da idade. Importa pouco a idade das gravuras de Lascaux, de Altamira ou de Foz Côa. Elas estão aí, prevaleceram milénios, continuam a surpreender-nos e interrogar-nos. Perante elas todos somos demasiado jovens, ou demasiado velhos, depende da perspetiva. A arquitetura não tem idade. Tem contexto mas não tem idade. Mais do que somar anos, a arquitetura soma sabedoria, progresso, invenção, possibilidades.

Para celebrar os dois aniversários, a CASA DA ARQUITECTURA vai realizar algumas atividades, duas delas centradas na Piscina das Marés: a projeção da curta-metragem SIZÍGIA, produzido pela Ruptura Silenciosa, e um workshop sobre fotografia orientado por Sérgio Jacques. A Piscina das Marés é uma das obras fundadoras da Obra de Álvaro Siza. Dela se pode dizer: daqui houve nome Siza. Sizígia está, em termos oceanográficos, associado às marés vivas. Mas, para a psicologia, tem a ver com aquilo que está no início, o arquétipo, mais propriamente o arquétipo da alteridade (masculino-feminino). É conhecido o texto de Álvaro Siza em que ele compara o trabalho do arquiteto ao do capitão de um navio. Ele é um homem do mar. E da cidade. Depois de muito tempo em alto-mar, sobrevém a necessidade imperiosa de aportar à cidade. O mar e a cidade (masculino-feminino) completam-se e requerem-se na vida dum marinheiro. Daqui, desta margem onde se situam a Piscina das Marés e a Casa de Chá, partiu o marinheiro Siza na demanda das suas índias.

A arquitetura produz e reproduz imagens. Incessantemente. O que da arquitetura pode passar nas imagens, passa: como representação, como processo de análise e pesquisa, como revelação do espaço e das suas possibilidades narrativas. Mas há aquilo que não passa: o lado pessoalíssimo da arquitetura, o que é vivido dentro dela e que fica a pairar para sempre como um fantasma que nunca aparece nas imagens. As atividades que a ACA propõe para a Piscina das Marés são uma oportunidade para ver e trabalhar imagens, mas também para sentir e viver este lado irrepresentável da arquitetura.

 

Todas as atividades integradas no programa de aniversário podem ser consultadas AQUI.

 

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