PEDRO RAMALHO DOA ACERVO À CASA DA ARQUITECTURA

O arquiteto Pedro Ramalho doou o seu acervo à Casa da Arquitectura, numa cerimónia que decorreu no passado dia 17 de novembro, no âmbito das celebrações do 1º Aniversário da Casa da Arquitectura. A apresentação esteve a cargo do arquiteto Souto de Moura.

 

O acervo do arquiteto Pedro Ramalho é constituído por  uma vasta documentação entre peças desenhadas, maquetes, fotografias, diapositivos e cartazes e cobre a sua atividade desde o final da década de cinquenta do século passado.

 

Ao todo, o acervo oferece ao Arquivo da Casa cerca de 6 metros lineares de documentação textual e 60 peças desenhadas relativas a trabalhos académicos enquanto estudante, Pedro Ramalho doa também 2600 peças desenhadas relativas a 140 projetos de utilizações variadas entre habitação coletiva e unifamiliar, urbanismo, construções cívicas, administrativas, públicas, comerciais, escritórios, saúde e assistência, restauração, culturais e de recreio. Para além de uma coleção de fotografias e diapositivos da autoria do fotógrafo Luís Ferreira Alves e do próprio Pedro Ramalho e de cartazes relativos ao movimento SAAL, são doadas 12 maquetes dos seguintes projetos:

 

1 – Cantina da FEUP, plano que não foi construído na totalidade;

2 – Piscina Matosinhos;

3 – Urbanização da EDP – Ouro;

4 – Centro de Interpretação e Albergue de Leça do Balio, Matosinhos;

5 – Residência de Estudantes FEUP (antiga versão);

6 – Polis de V. N. de Gaia;

7 – Polis de V. N. de Gaia;

8 – Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão;

9 – Albergue de Peregrinos;

10 – Concurso do Edifício Central da Universidade de Aveiro;

11 – Estudo Polis de Vila Nova de Gaia;

12 – Estudo Polis de Vila Nova de Gaia.

 

Pedro Cândido Almeida de Eça Ramalho nasceu em Caminha, Viana do Castelo, a 16 de junho de 1937. Formou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde lecionou de 1968 até 1984. Em 1985 transferiu-se para a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, da qual se reformou como Professor Associado.

Em 1962, iniciou a atividade liberal como arquiteto, no decurso da qual trabalhou para as Câmaras Municipais do Porto, de Matosinhos, de Guimarães e de Águeda e ainda para o Fundo de Fomento da Habitação, para o Instituto Nacional da Habitação e para as Universidades de Aveiro e Porto.

Na sua obra têm preponderância os projetos de habitação coletiva, como é o caso dos diversos blocos que projetou na Pasteleira, Porto, Plano Integrado de Guimarães, Conjunto Habitacional para a Habitovar, Ovar, Zona das Antas, SAAL, Porto, conjunto habitacional da cooperativa “As sete Bicas “, Matosinhos, entre outros.

No campo dos equipamentos desenvolveu projetos como o Museu e o Auditório na Rua D. Hugo, Porto, as Piscinas em Matosinhos e São Mamede Infesta, as novas instalações da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o Departamento de Gestão da Universidade de Aveiro, e a Recuperação do Teatro Rivoli, Porto.

Participou em diversas exposições, designadamente a “Onze Arquitectos do Porto” e foi premiado em vários concursos de Arquitetura (AAP, INH, Associação Internacional dos Críticos de Arte e Câmara Municipal do Porto).

A par do ensino e da arquitetura, também se tem dedicado ao desenho de mobiliário, ao desenho, à serigrafia e à escrita.

 

(Fotografias de Ivo Tavares studio – fotografia de arquitectura)