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CASA DA ARQUITECTURA APRESENTA CONCERTO “MÚSICAS BRASILEIRAS, MÚSICOS PORTUGUESES” COM ZUZA HOMEM DE MELLO, ORQUESTRA JAZZ DE MATOSINHOS E O BATERISTA KIKO FREITAS

A música volta a cruzar-se com a arquitetura no âmbito da programação paralela da exposição “Infinito Vão – 90 anos de arquitetura brasileira”, patente na Casa da Arquitectura até 28 de abril.

 

Em abril, os sons do outro lado do Atlântico vão ouvir-se de novo na Casa da Arquitectura com a curadoria do conceituado musicólogo brasileiro, Zuza Homem de Mello, tendo como convidado especial o baterista gaúcho Kiko Freitas. A acontecer no dia 12 de abril, o concerto “Músicas Brasileiras, Músicos Portugueses” oferecerá, por isso, uma oportunidade singular de ouvir um repertório conhecido com novas roupagens, executado com a mestria e excelência da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) dirigida por Pedro Guedes no palco da Casa da Arquitectura. Um espetáculo inédito e irrepetível.

 

Zuza atua na área da música há quase 70 anos – é curador dos principais festivais internacionais de jazz no Brasil – e tem enorme experiência em produções musicais, sendo um nome reconhecidíssimo no seu país. Para este momento único, Zuza escolheu cinco diferentes arranjadores de ponta para escreverem arranjos específicos para doze temas brasileiros que serão levados ao palco pelos músicos da OJM.

 

Os bilhetes (10 euros) para o concerto com a Orquestra Jazz de Matosinhos e o convidado especial Kiko Freitas já podem ser adquiridos na bilheteira da Casa da Arquitectura ou diretamente AQUI

 

O bilhete dá acesso gratuito às exposições patentes na Casa da Arquitectura.

 

Atravessando os seis núcleos da Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”, onde se cruza com o cinema, a literatura, a imprensa e o design, a música do Brasil tem vindo a inspirar uma intensa programação artística que já trouxe à Casa da Arquitectura nomes grandes do panorama musical do país irmão, como Adriana Calcanhoto, Paula Morelenbaum ou José Miguel Wisnik.

 

 

CONCERTO “MÚSICAS BRASILEIRAS, MÚSICOS PORTUGUESES”

 

Arranjadores, títulos e compositores das canções apresentadas:

Arranjos de Antonio Adolfo (Rio de Janeiro)
Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro)
2099 (Antonio Adolfo) – novo titulo deste frevo originalmente denominado e registrado como 1989 e 1999
Arranjos de Mario Adnet (Rio de Janeiro)
Wave (A. C. Jobim)
Nanã (Moacir Santos)
Arranjos de Nelson Ayres (São Paulo)
Corcovado (Antonio Carlos Jobim)
Só Xote (Nelson Ayres)
Organdi e gomalina (Nelson Ayres)
Arranjos de Nailor Proveta (São Paulo)
Linha de passe (João Bosco / Aldir Blanc / Paulo Emilio)
Sempre (K-Ximbinho)
Vovô Manoel (Nailor Proveta)
Arranjos de Letieres Leite (Salvador)
Dasarábias (Letieres Leite)
Canto prá Nanã (Dorival Caymmi)

 

MÚSICOS EM PALCO
Saxofones: José Luis Rego, João Guimarães, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira
Trompetes: Luis Macedo, Ricardo Formoso, Rogério Ribeiro, Javi Pereiro
Trombones: Daniel Dias, Alvaro Pinto, Andreia Santos, Gonçalo Dias
Secção Rítmica: Piano – Carlos Azevedo, Guitarra – Cláudio César Ribeiro, Contrabaixo – Demian Cabaud, Bateria – Kiko Freitas, Percussão: Andres Tarabbia

 

 

BIOGRAFIAS

Zuza Homem de Mello

Zuza Homem de Mello é musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical. Entre 1957 e 1958, morando nos EUA, frequenta a School of Jazz, em Tanglewood, quando teve aulas com Ray Brown, estuda musicologia na Juilliard School of Music de Nova York, literatura inglesa na New York University e estagia na Atlantic Records. Há 65 anos dedica-se ao que há de melhor na música brasileira, o que inclui: atuação como técnico de som da TV Record na sua fase dos musicais e dos festivais; idealização e comando do Programa do Zuza, diário por 11 anos para emissora da capital paulista; atuação como crítico de O Estado de S. Paulo por 10 anos; idealização e comando da serie semanal Jazz Brasil da TV Cultura; atuação como professor em cursos e palestras; produção de espetáculos musicais e discos; curadoria de eventos e festivais; curadoria direção musical e apresentação das séries televisivas (Canal Arte 1) O tempo e a Música – “MPB” e O tempo e a Música – “Noel Rosa” (8 episódios cada) e de sua biografia musical “Zuza Homem de Jazz” (Canal Curta) todas produzidas pela Cine Group; e finalmente, inclui a autoria dos livros: Música popular brasileira cantada e contada (Melhoramentos, 1976), A Canção no Tempo, em 2 volumes com Jairo Severiano (Editora 34, 1997-98), João Gilberto (Publifolha, 2001), A Era dos festivais (Editora 34, 2003), Música nas veias (Editora 34, 2007), Eis aqui os Bossa Nova (Editora Martins Fontes, 2008), Música com Z (Editora 34, 2014), contemplado com o Prêmio APCA, e Copacabana, a trajetória do samba-canção, (co-produção Editora 34 e Edições Sesc, 2017).
Em agosto último, tomou posse da cadeira de n° 17, como membro da Academia Paulista de Letras.

 

Kiko Freitas

Kiko Freitas nasceu em Porto Alegre, Brasil, numa família de músicos, poetas e artistas, em 16 de agosto de 1969. Baterista profissional desde 1987, atuou com grandes artistas como Michel Legrand, Nico Assumpção, João Bosco, Milton Nascimento, Chico Buarque, Frank Gambale, Lee Ritenour, John Beasley, Jeff Richman, Gonzalo Rubalcaba, Jeff Andrews, Hubert Laws, John Leftwich, Wolf Kerschek, Lars Jansson, Nils Landgren, James Genus, Ivan Lins, Hamilton de Holanda, Leila Pinheiro, Armando Marçal, Luiz Eça, Francis Hime, Vladyslav Sendecki, NDR Big Band, Thomas Törnhaden, Peter Knudsen, entre muitos outros.

Como educador, Kiko tem vindo a participar como como professor em eventos como o Festival Nacional de Bateristas Brasileiros, Curso Internacional de Verão – EMB, Masters of the Drums Workshop, Salão Internacional da Bateria, Encontro Latino Americano de Percussão (UFSM), Memorial de Curitiba, Conservatório de MPB, Curso Internacional de Verão-EMB, Masters of the Drums Workshop, Salão Internacional da Bateria, Encontro Latino Americano de Percussão (UFSM), Curitiba Memorial, Conservatório de MPB, Göteborg Music University, Malmö Music University e a Stockholm Royal Achademy of Music, Conservatorium Von Amsterdam, University from Rotherdam, California Jazz Conservatory (USA), Clumbus University (OH-USA), University of Louisville (KY-USA).

Kiko Freitas toca com João Bosco há 19 anos, com tournées pelo Brasil, EUA e Europa. Já atuou em vários festivais internacionais de jazz, como o Schleswig-Holstein-Musik-Festival, Salzau Jazz Festival, Montreaux Jazz Festival, Montreal Jazz Festival, Eldena Jazz Festival, Jazz Baltica, Internacionales Jazz Festival Bingen Swingt, Hamburg Jazz Open, Festival Internacional de Jazz de Granada, Ludwigshafen Enjoy Jazz, Jazz Classics Basel, Jazz Fest Sarajevo, Las Palmas Rrincón Jazz, Madrid Jazz Festival, Gijón Festival, All Blues Jazz Recitals, Istanbul Caz Jazz Festival, Kaunas Jazz Festival, Musiques Sur L’ile, Jazz Stars in Krakow, Skopje Jazz Festival, Toulouse Jazz Sur Son, Red Sea Jazz Festival.

 

Orquestra Jazz de Matosinhos

Com 22 anos de existência, a Orquestra Jazz de Matosinhos tem a sua nova base na Real Vinícola. Um espaço que é a concretização de um sonho antigo e reúne todas as condições que garantem o crescimento da big band e a continuidade do trabalho de excelência que tem desenvolvido, nacional e internacionalmente, e que foi recentemente distinguido pelo Primeiro-Ministro com a Medalha de Mérito Cultural.

O novo espaço da OJM integra o CARA – Centro de Alto Rendimento Artístico, estúdio de gravação, salas de ensaio e espaços de apoio que constituem um centro de trabalho e investigação inovador, onde se vão explorar, testar e implementar novas formas do uso da tecnologia na promoção da excelência musical e no desenvolvimento de novos paradigmas na educação musical. Promover o diálogo entre arte, ciência e tecnologia, designadamente através de projectos multidisciplinares que visem a investigação e desenvolvimento de soluções para a criação, fruição e disseminação de conteúdos criativos.
O espaço acolhe também o Serviço Educativo, complementando o trabalho já desenvolvido nas escolas do concelho, com a Grande Pesca Sonora, a Orquestra de Famílias de Matosinhos, e o LEM – Laboratório de Exploração Musical.

Ao longo de 22 anos, foram muitas as parcerias da OJM com músicos de renome nacional e internacional, como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow, Gary Valente, Dieter Glawischnig, Stephan Ashbury, Chris Cheek, Ohad Talmor, Joshua Redman, Andy Sheppard, Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade, Manuela Azevedo, Sérgio Godinho, Manel Cruz, entre muitos outros.

Presença regular nas principais salas do país, a big band já actuou em Barcelona, Bruxelas, Milão, Nova Iorque, Boston, Marselha e foi a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano (JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007). Participou ainda no Beantown Jazz Festival de Boston e realizou temporadas nos clubes nova-iorquinos Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery, Iridium e Blue Note.