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CASA DA ARQUITECTURA INAUGURA A EXPOSIÇÃO “STILL CABANON” DIA 21 JULHO, ÀS 17H00, NA GALERIA DA CASA

A “Still Cabanon” representa o desafio lançado a 27 autores de diferentes áreas disciplinares para pensarem e desenharem um espaço íntimo de abrigo para si próprios, onde se desenvolvam as suas reflexões em torno do habitar no Século XXI. Still Cabanon é uma proposta do Atelier do Corvo e da OTIIMA ArtWorks coorganizada pela Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura.

 

A inauguração realiza-se no próximo sábado, dia 21, às 17h00, na Galeria da Casa, onde ficará patente até 16 de setembro. Estarão presentes o presidente e o diretor-executivo da CA, José Manuel Dias da Fonseca e Nuno Sampaio, respetivamente, os curadores da exposição, José Miguel Pinto e Atelier do Corvo, assim como alguns dos autores que integram a mostra. A entrada é livre.

 

Em 1952, Le Corbusier projeta para si um pequeno edifício de madeira que ocuparia durante anos como casa-abrigo. Le Cabanon ficou para a história como uma reflexão sobre a condensação do espaço de habitar, sobre a polivalência do espaço e dos seus usos.

 

Após esta experiência radical, repetidas vezes revisitada por criadores que se movem no território do Espaço, como pensar o habitar mínimo e a sua polivalência de espaços e usos, o refúgio, lugar condensado do conforto, e a sua permanência ou efemeridade?

 

Esta pergunta foi o desafio lançado a um conjunto de autores de diferentes áreas disciplinares como a arte, a arquitetura e o design, que se propõe pensar e desenhar um espaço íntimo de abrigo para si próprios, onde se desenvolvam as suas reflexões em torno do habitar no Século XXI.

 

Artistas e ensaístas envolvidos: Aires Mateus, Ângela Ferreira, Armando Rabaça, Atelier Do Corvo, Carvalho Araújo, Gabriela Vaz-Pinheiro, Didier Fiúza Faustino, Eduardo Souto Moura, Inês Moreira, Fernanda Fragateiro, Fernando Brízio, José Bártolo, Filipe Alarcão, João Luís Carrilho Da Graça, José M. Pinto, João Mendes Ribeiro, José Pedro Croft, Magda Seifert, Nuno Sousa Vieira, Patrícia Barbas Lopes, Pedro Pousada, Paula Santos, Pedro Brígida, Sara Castelo Branco, Ga Estudio, Jérémy Pajeanc.

 

 

Texto curatorial
Still Cabanon é uma proposta do Atelier do Corvo e da OTIIMA ArtWorks desenvolvida e apresentada aquando o Anozero ́17 – Bienal de Arte contemporânea de Coimbra – enquadrada no desafio lançado por Delfim Sardo, curador geral dessa edição, cujo tema era “Curar e Reparar”. Neste ano de 2018, num diferente espaço e juntando aos autores apresentados anteriormente mais um grupo composto por um artista, um arquitecto e um ensaísta, irá ser apresentada na Casa da Arquitectura uma nova edição desta exposição itinerante. Para este exercício estão presentes dois objetivos que marcam o âmbito desta iniciativa. Em primeiro lugar, provocar um diálogo em relação ao habitar no séc. XXI, com vista à criação de propostas que visem a construção de um lugar íntimo de refúgio que se adapte às exigências deste novo século. Em segundo lugar, pretende-se entender como o trabalho e a dialética entre autores de diferentes disciplinas como a arte, a arquitetura ou o design – juntando a estes um grupo de elementos ligados às áreas do pensamento como curadores, teóricos ou ensaístas – respondem a um enunciado comum.

 

Em 1952 Le Corbusier projeta para si, em Roquebrune – Cap- Martin, França – um pequeno edifício em madeira que ocuparia reiteradamente durante anos como casa abrigo. ‘Le Cabanon’ ficou para a história como uma reflexão sobre a condensação do espaço de habitar, sobre a polivalência do espaço e dos seus usos. Todos os refúgios têm valores de onirismo consoantes, valores que têm simultaneamente memória e projeção. Com este projeto pretende-se invocar um novo tempo, como se de um salto temporal se tratasse. Pensar na forma como hoje habitamos, num século XXI que trouxe – e seguirá trazendo – consigo novas ideias e muitas referencias passadas, é o desafio que nesta exposição queremos evidenciar.

 

Still Cabanon convoca assim a reiterada pertinência destes antecedentes chamando diversos autores de áreas distintas a pensar e desenhar um espaço íntimo de abrigo para si próprios, tendo em conta o âmbito em que o exercício se insere. Com isto queremos entender que papel poderá ter o habitar nos próximos anos, que interação poderão existir entre homem e casa e como poderão diferentes disciplinas responder a um mesmo enunciado, dando-nos pistas enquanto a esse futuro. Embora arte, arquitetura e design possam representar e representar-se de formas bastante diferentes, a palavra construção é comum a ambas. Existem muitas formas de construir em torno e estas disciplinas estão em torno a essa palavra desde a sua especificidade. Pensando que estas se ligam sobretudo por intermedio de aproximações, interessa-nos entender os limites que os unem e distanciam. Os autores das propostas são livres de considerar e propor as soluções construtivas e programáticas que considerarem adequadas à sua solução sem qualquer limite orçamental para além do que inteligivelmente o próprio considerar racional para a sua solução. Este processo contempla dois momentos: um primeiro que define um projeto capaz de produzir uma exposição itinerante e uma publicação, e um segundo momento, que promova o debate e o diálogo entre os vários intervenientes deste projeto. Desta exposição fazem parte maquetas dos vários projetos, fotogravuras que ilustram as propostas apresentadas e um painel expositivo com os elementos desenhados relativos a cada projeto.  Os curadores Atelier do Corvo / José Miguel Pinto