Exposição de Paulo Taborda Barreto “a profundidade da superfície”, inauguração a 4 de maio, às 21h30, na CASA DA ARQUITECTURA

 

Teve lugar, a 4 de maio, na sala de Exposições Informais da CASA DA ARQUITECTURA, a inauguração da exposição “a profundidade da superfície”.

A apresentação do artista e da exposição esteve a cargo dos arquitetos, Carlos Castanheira e Jotta Van Groenewoud.

Execução pelo artista Paulo Taborda Barreto de uma “escultura em papel” que contou com a participação dos convidados.

 

"Na minha procura de formas 3D relacionadas com a superfície faço objetos cuja superfície exterior (pele) é um quadrado.”

O LITRO QUADRADO
A BOLA DE UM SÓ PEDAÇO DE PAPEL
O QUADRADO DO AVESSO

ENTRADA LIVRE

Exposição patente na CASA DA ARQUITECTURA até 2 de junho.
De terça a sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 19h00.
Encerrada dia 29 maio (feriado municipal).

Workshops:
Todos os dias, de terça a sábado, às 15h00
10€ por pessoa. Máximo 8 pessoas.

Inscrições por e-mail: info@casadaarquitectura.pt

 

 

Apresentação da exposição por Paulo Taborda Barreto:

Escultura em Papel

Trabalhar com Papel
Intenção: Criar formas a partir doutro sistema que não o da massa.

O que nós vemos das formas (exceptuando as formas transparentes) é o lado de fora.
Um cubo que parece ser feito de pedra, não é necessariamente maciço.

Normalmente faz-se uma forma 3D com materiais que têm massa.
Há os processos Aditivo (p.ex. barro) e Subtrativo (por ex. madeira, pedra).

Uso papel (ou outro material em folha ou chapa) e mudo a sua forma através de dobras, sem acrescentar ou subtrair superfície.

Eu trabalho segundo o processo ‘Superfície’.

Como considero o papel das minhas construções um material sem espessura, ele torna-se o representante da 2ª dimensão.

Estes objetos chamam-se “Superfícies Modificadas, Forçadas ou Reforçadas”.

Papel é plano.
Isso que dizer que em qualquer sítio da sua superfície se medem 360°.
Ao microscópio vê-se que o papel é um material fibroso, comparável ao conhecido esfregão verde da cozinha: quando é novo, é teso. Se o dobrarmos pelo meio, o vincarmos bem, e abrirmos de novo, vemos duas superfícies com uma ‘dobradiça’ de material danificado. Perdeu-se um pouco do verniz na zona da dobra mas as fibras mantêm o todo unido. Isto é, pouco mais ou menos, o que acontece com o papel.

A forma mais interessante para se trabalhar é o Quadrado. (Ver: Homem Vitruviano)

Linhas de Dobragem
Num quadrado podemos traçar rapidamente algumas linhas: diagonal, ortogonal, raiz de 5 e diagonal-pequena. Para fazermos as duas últimas vai ser preciso marcar certos pontos no perímetro do quadrado: os meio-lados.

Dobrar
O papel dobra-se primeiro a 180° e depois abre-se para 90°. Desta maneira, a dobra tem a sua maior expressão.

Montes ou Vales
Uma linha de dobra só pode ser feita de duas maneiras : como Monte ou como Vale.
Num diagrama com instruções de dobragem são indicadas: Monte, linha grossa ; Vale, linha fina.

A ordem dos Montes e Vales
Se amarrotarmos um pedaço de papel e o abrirmos novamente, vemos que por toda a parte há montes e vales, sempre em zig-zag. Nunca há dois montes ou dois vales seguidos. As dobragens também se apertam até fecharem completamente.

Sinto uma especial atração pelas formas que consigo fechar apertando as dobras completamente planas. Desta maneira, o objeto é um todo orgânico capaz de mostrar várias faces, entre o completamente aberto e o completamente fechado, descrevendo um ângulo de 180°.

Quadrado Fechado
Na minha procura de formas 3D relacionadas com a superfície faço objetos cuja superfície exterior (pele) é um quadrado (ex. litro quadrado).

A Pele do Cubo
Usando a ‘pele’ do cubo também se fazem muitas e variadas formas (ex. cubanda).