Fernando Távora, Diário de “bordo”, 1960_PREÇO PROMOCIONAL a 22 e 23 DEZ 2015

 

Título: Diário de “bordo”

Vol. 1 Diário de “bordo”. Facsimile
Vol. 2 Diário de “bordo”. Estabelecimento de texto

Autor: Fernando Távora, 1960

Coordenador: Álvaro Siza

Editor: Rita Marnoto

Edição: Associação Casa da Arquitectura

Co-Edição:
Fundação Cidade de Guimarães
Família Fernando Távora
Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva

 

Sinopse:

O conjunto de desenhos, textos e outros materiais cartáceos que forma o diário do Arquitecto Fernando Távora constitui uma obra compósita de essencial valor para um mais profundo conhecimento não só do seu percurso como arquitecto, professor e teorizador, mas também para um redimensionamento das vias trilhadas pela arquitectura portuguesa na viragem do moderno. Não é por acaso que os desenhos e as reflexões que dele fazem parte, até agora divulgados parcelarmente, têm vindo a fascinar leitores de todas as latitudes. Esse conjunto polifacetado de materiais ilustra e documenta a viagem que iniciou no dia 13 de Fevereiro de 1960, em direcção oeste, e que se concluiu a 12 de Junho do mesmo ano.

O diário é uma componente essencial dessa viagem. Ao longo de quatro meses, todos os dias registou a sua actividade e as suas observações e impressões acerca de cada jornada num caderno de pequenas folhas, sendo o texto muitas vezes acompanhado por desenhos. Foram ainda integrados materiais cartáceos soltos de índole muito vária. O desenho é uma forma de aproximação e análise que vai intercalando ao captar objectos que se destacam ou grandes perspectivas, mas que também pode ser interpolada no discurso verbal, com pequenos esquemas que insere no correr da escrita. A partir da chegada ao Japão, passa a desenhar em dois cadernos de papel cavalinho. A narrativa conta o essencial de cada jornada, cujos pontos salientes são captados através de flaches rápidos e agudos, quando não acutilantes.

Este conjunto de materiais é editado em dois volumes, sob título Diário de “bordo”.

O primeiro volume reproduz em facsímile à escala 1/1 o Diário de “bordo”, com todos os itens que dele fazem parte. Além disso, inclui a reprodução, em escala reduzida, de todos os desenhos do Caderno A e do Caderno B.

No segundo volume, fica contido o estabelecimento de texto do manuscrito e, numa secção final, são transcritas as notas que acompanham os desenhos de viagem do Caderno A e do Caderno B.

O estabelecimento de texto é pois funcional ao respectivo acesso, guiando e agilizando uma leitura na qual se reflicta a intenção final do Arquitecto Fernando Távora. A transcrição respeita as suas opções decisivas, no que toca a alterações e acrescentos, o que é devidamente assinalado. Por conseguinte, o leitor fica em posse de um instrumento que o introduz directamente na análise do original manuscrito que é reproduzido em facsímile. Assim tem oportunidade de observar, por cotejo, o laboratório de autor contido no manuscrito e, muito em particular, no diálogo que se estabelece entre texto verbal, itens cartáceos agregados e desenhos.