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FESTAS FELIZES E UM 2018 CHEIO DE CULTURA COM A CASA DA ARQUITECTURA

Para 2018, a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura tem já uma programação definida para os seus dois espaços expositivos que virão somar-se às atividades correntes da Casa, como por exemplo, o Open House Porto que cumprirá a sua 4ª edição. O programa Please Share! desdobra-se em vários Atos ao longo do ano, alargando a reflexão a temas como a Fotografia, a Cultura da Paisagem/Cultura da Cidade, o Cinema, a Comunicação, a Economia e as Plataformas Digitais.

 

Nave Expositiva

 

Os Universalistas – 50 anos de arquitetura portuguesa” é uma exposição que viaja da Cité de l’ Architecture, em Paris, onde esteve patente no ano passado. Trata-se de uma coorganização da Fundação Calouste Gulbenkian e da Cité de l’architecture et du patrimoine em Paris, com comissariado de Nuno Grande. Irá ser apresentada pela primeira vez em Portugal na Casa da Arquitectura, instituição também parceira desta itinerância. A mostra vai estar aberta ao público de 6 de abril a 19 de agosto de 2018.

 

 

AAICO – Architecture and Art International Congress at Oporto”. Trata-se de um Congresso internacional que pretende trazer e desenvolver as relações entre arquitetos, designers, artistas, estudantes e público em geral, coorganizado pela revista A.MAG e a Casa da Arquitectura. Vai apresentar o trabalho de cinco artistas e 20 ateliers de arquitetura nacionais e internacionais, para além de um workshop e um concurso de arquitetura e arte para estudantes, para além de exposições complementares. Decorre de 3 a 8 de setembro 2018 na Casa da Arquitectura.

 

 

“Exposição Arquitetura Brasileira Moderna e Contemporânea”. A constituição da Coleção Arquitectura Brasileira, acervo de projetos representativos realizados no arco de noventa anos entre 1927 e 2017, vai desdobrar-se numa exposição aberta ao público, constituída no seu essencial por uma seleção e organização concetual do material já recolhido e presente na Coleção. A mostra estará patente 21 de setembro de 2018 até janeiro 2019.

A exposição, que tem como curadores Fernando Serapião e Guilherme Wisnik, proporá diálogos transversais entre os projetos e obras apresentados, colocando em relação programas funcionais diversos, tais como residências unifamiliares, edifícios de escritórios, pavilhões industriais, edifícios culturais, religiosos e simbólicos, sedes de poder político, além, também, de projetos na escala do mobiliário, da arquitetura cénica e do urbanismo.

O ponto fulcral (e intermédio) da exposição, é o projeto e construção de Brasília, no final dos anos 1950 e início dos 60, que revela uma grande sinergia da arquitetura com outras importantes produções artísticas do período, como a bossa nova, no campo da música popular, formulando o ideal palpável de um país tropical e moderno que saltava por sobre os estigmas do passado colonial e escravista, assim como da sua condição de país “subdesenvolvido”, ocupando uma posição de protagonismo no campo cultural.

Tematicamente, a exposição está organizada em quatro blocos segundo um critério cronológico:

1) Futurismo nos trópicos (1927 – 1951)

2) O monumento no Planalto Central do país (1951 – 1970)

3) Crise e reestruturação (1970 – 1992)

4) Repensando as metrópoles (1992 – 2017)

A exposição faz-se acompanhar de uma ampla Programação Paralela, que procura aproximar o público em geral – não apenas de arquitetos – do contexto das artes brasileiras. Haverá uma programação de shows musicais, de conferências, de exibição de filmes (documentários e ficcionais), e de eventos literários, tendo como núcleo temático a referência espacial e urbana. O substrato concetual dessa programação é a ideia de “síntese das artes” proposta pelo grande crítico Mário Pedrosa por ocasião da construção de Brasília.

Como se verá, as diversas produções artísticas no Brasil são marcadas por diálogos e cruzamentos entre as disciplinas, criando um campo fértil de comunicação cruzada, que tem a arquitetura como uma de suas espinhas dorsais.

 

Galeria da Casa

 

“Exposição Sobre-Representação: A Casa da Democracia”. De mosteiro beneditino do século XVI a actual Assembleia da República, o Palácio de São Bento conheceu diversas transformações que cruzam a História de Portugal, nomeadamente as importantes revoluções políticas e sociais: da expulsão e erradicação das ordens religiosas, passando pela Revolução Liberal de 1820 à desejada consolidação da democracia após o 25 de Abril de 1974. Partindo da ideia que a forma equivale a ideologia (Jonas Staal), apresentar-se-ão os vários projectos de arquitectura para o Palácio de São Bento, questionando, simultaneamente, sob que aspectos o espaço pode ser a representação de um sistema democrático. A Exposição vai estar patente de 17 de fevereiro a 8 de abril 2018.

 

FICHA TÉCNICA

Comissário: Nuno Sampaio / Casa da Arquitectura

Curadoria: Susana Ventura

Organização: Casa da Arquitectura e Assembleia da República

Produção: Casa da Arquitectura

 

 

“Remade 2017 – Do not desire other people’s stuff”. O ano de 2017 assinala os dez anos do projecto Remade in Portugal que conta já com cerca de 120 peças de design, realizadas por mais de 50 criadores e 60 empresas. Com a participação, também, de 40 artistas plásticos e visuais.  A X edição, 10 (Do not desire other people’s stuff), quer ser um momento retrospectivo e de reflexão sobre a primeira década do projecto, com uma selecção não só de peças, mas também de todo o material informativo a nível de imprensa, audiovisual, fotográfico, para contar a história daquele que foi o primeiro projecto de design ecológico em Portugal, convidando todas as entidades institucionais, públicas e privadas, que contribuíram para o crescimento do projecto. A X Remade vai estar patente de 21 abril a 27 maio 2018.

 

 

“Leonardo Finotti: casas Mendes da Rocha”. Esta exposição na Casa da Arquitectura reúne pela primeira vez a extensa pesquisa visual de Leonardo Finotti  tendo as casas projetadas pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha como objeto de estudo. Ela reúne vinte desses projetos e traça assim um panorama que começa nos anos 60 e vai até os dias atuais. Vai estar patente de 9 junho a 26 agosto 2018.