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FIME “PENETRÁVEL GENET” DE CELSO SIM EM EXIBIÇÃO NA CASA DA ARQUITECTURA

O filme “Penetrável Genet”, de Celso Sim (2018) vai ser exibido no dia 14 de abril, às 16h00 na Biblbioteca da Casa da Arquitectura, no âmbito da programação de encerramento do programa paralelo da Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitectura Brasileira”. A sessão, de entrada gratuita com levantamento de bilhetes 30 min. antes na bilheteira CA, contará com a presença do realizador, Celso Sim.

 

“Penetrável Genet” é um filme sobre violência estética e violência do Estado. Documentário de fricção entre arte contemporânea e violência numa encruzilhada política e policial nascida das reverberações de junho de 2013 com depoimentos de Maria Rita Kehl, Guilherme Wisnik e do coveiro-filósofo Fininho.

 

O filme coloca em diálogos transversais seis narrativas:

 

1. a obra “Penetrável Genet / Experiência Araçá” ocupação artística de um cemitério que nasceu da conjunção poética e inesperada entre dois textos carregados de violência estética. Um do escritor francês Jean Genet, que instiga à ocupação artística dos cemitérios como um grande ato teatral, e outro do artista brasileiro Hélio Oiticica, um requiem que reflete sobre a morte e a ressurreição a partir da descrição de um cadáver com as narinas cheias de cocaína. Obra realizada por Celso Sim e Anna Ferrari para a X Bienal de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo em 2013;

 

2. o crime hediondo ocorrido no dia que seria a inauguração desta obra em 03/11/2013, no edifício Ossário Geral do cemitério do Araçá;

 

3. “Antígona”, de Sófocles na versão do Teatro Oficina 2014;

 

4. o depoimento histórico do coronel Paulo Malhães à Comissão Nacional da Verdade em 24/03/2014;

 

5. a história da Vala Clandestina de Perus (onde foram encontrados, em 1990, mais de 1.500 ossadas humanas do período da ditadura civil-militar de 1964-85);

 

6. a violência do estado contra os cidadãos e a guerra às drogas.

 

Uma tentativa de penetrar nos desdobramentos violentos de junho de 2013 e na redemocratização dos anos 80 como incompleta e claudicante na vida e na cultura brasileira atual, olhando para o tabu que é, ainda hoje, a ditadura civil-militar, a lei da amnistia, os desaparecidos políticos, os desaparecidos anónimos e indigentes; mirando o não assunto: a normatização da violência ao modo Brasil, através de uma lente antropófaga Hélio Oiticica.

 

Com Paulo Magalhães, Sylvia Prado, Marcelo Drummond, Coveiro Fininho e Lucas Andrade.
Depoimentos de Maria Rita Kehl e Guilherme Wisnik

 

Direção e Argumento Original: Celso Sim
Codireção: Luiz Cruz
Montagem e Edição: Celso Sim e Luiz Cruz
Roteiristas: Celso Sim, Luiz Cruz e Anna Ferrari
Assistentes de Edição: Anna Ferrari e Fernanda Diamant
Trilha Sonora: Celso Sim, Pepê Mata Machado, Manoel Pessoa Lima e Wilson Sukorski
Música Original: Celso Sim e Pepê Mata Machado
Som: Wilson Sukorski
Direção de Arte: Anna Ferrari e Celso Sim
Figurino Antígone: Vera Barreto Leite
Produção Executiva: Celso Sim e Anna Ferrari
Filmes e Fotos de Andreas Valentin, Ivan Cardoso, João Godoy, Tuca Vieira, Renato Mangolim, Glauber Rocha, Silvio Tendler, Manoela Cardoso e Comissão Nacional da Verdade.
Foto do Cartaz: Felipe Stucchi
Duração: 72 minutos

 

Celso Sim

Músico, cineasta e produtor de arte. Assina a direção artística do álbum A Mulher do Fim do Mundo, Elza Soares – 2015/Selo Circus. Lançou o álbum O Amor Entrou Como Um Raio, Celso Sim canta Batatinha – 2017/Selo Circus-Sim – dedicado à obra do compositor baiano Batatinha, Oscar da Penha. Tem 8 álbuns e DVDs lançados, 5 autorais e os outros com Jorge Mautner, Arthur Nestrovski, Zé Miguel Wisnik e Luis Tatit.

Celso Sim é colaborador artístico do Teatro Oficina e escreve para cinema e teatro.

Como cineasta assina a direção/roteiro/montagem do longa metragem – Penetrável Genet, o filme, 2018 – derivação da obra realizada para a 10a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo/2013, Penetrável Genet/Experiência Araçá, que ocupou um cemitério na cidade de São Paulo por 40 dias. Filme sobre violência estética e violência do Estado brasileiro / Arte e Tortura.

Celso Sim assina a trilha sonora dos longa-metragens, HO Hélio Oiticica Delirium Ambulatorium/ 2012, direção César Oiticica; Jogo das Decapitações/2014, direção Sérgio Bianchi.