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LIVRO “MARCENARIA BARAÚNA” CHEGA A PORTUGAL

Lançamento dia 1 de Outubro na Casa de Chá da Boa Nova

O livro “Marcenaria Baraúna: móvel como arquitetura” dedicado à empresa brasileira de criação e produção de design de móveis Baraúna, que recentemente completou 30 anos de atividades, vai ser apresentado no próximo dia 1 de outubro, às 17 horas, na Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, por Marcelo Ferraz, um dos fundadores da Marcenaria e coordenador editorial do livro. Ao lançamento do livro segue-se a apresentação pelo diretor-executivo da Casa da Arquitectura, arq. Nuno Sampaio. O momento termina com uma conversa entre Marcelo Ferraz e os arquitetos Adalberto Dias e Maria Milano.  A entrada é livre, sujeita à limitação da sala.

 

Criada em 1987 pelos arquitetos Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, paralelamente ao escritório Brasil Arquitetura, a Marcenaria Baraúna é hoje uma das marcas mais antigas e representativas do Brasil na criação e produção de móveis de design de autor. O livro “Marcenaria Baraúna” de Mina W. Hugerth, conta detalhes dessa trajetória e reúne textos crí­ticos sobre a mesma. Lançado no Brasil em maio transato, o livro “contextualiza e dá ao leitor a dimensão de sua relevância na teia contemporânea do design brasileiro”, lê-se numa nota explicativa.

 

A autora e organizadora do livro, Mina Hugerth, conta a história da Baraúna, caracteriza os seus conceitos e inspiração, comenta as linha de produtos e explica o título “Móvel como arquitetura”, frequentemente utilizado para definir a empresa. O livro conta com textos de vários autores, entre os quais o crítico de design português Frederico Duarte que “valoriza a produção da Baraúna pela forma como é concebida. “[…] Os ‘móveis de arquiteto’ que os designers da Baraúna orgulhosamente projectam e produzem apelam áquilo que um designer com a sua formação, prática, imaginário e contexto territorial, económico e social entendem como desejável e necessário: um entendimento e valorização da geometria, da estrutura, dos detalhes construtivos, da escolha cuidada das matérias-primas. De uma adequação entre o desenho e a manufactura, o transporte e a montagem. De uma certa ideia de conforto e, claro, de uma certa noção de estilo.”

 

A Marcenaria Baraúna é responsável pelo desenho de peças consagradas como as cadeiras Maria, Filó e Shibui. As primeiras peças de linha da Baraúna foram a cadeira Frei Egídio e a Linha Girafa, em coautoria com Lina Bo Bardi. Nestas peças, como noutras que se lhes seguiram, fica claro que o “projeto dos móveis da Baraúna ia ao encontro da prática arquitetónica do escritório Brasil Arquitetura, procurando concisão estrutural, conforto, economia de meios, durabilidade e beleza. Feitos em madeiras maciças brasileiras por processos artesanais e com cuidadoso acabamentos, os móveis da Baraúna visam equacionar elementos da cultura brasileira a preceitos do design moderno e contemporâneo”, lê-se na nota.

 

A peça mais recente da Baraúna é assinada por Marcelo Ferraz e inspirada num assento feito pelo arquiteto Álvaro Siza (nas fotos). Intitula-se cadeira Isa d’Après Siza e  foi lançada ao mesmo tempo que o livro “Marcenaria Baraúna”. Foi concebida para uso em escolas, clubes ou casas. A ideia foi desenvolver uma cadeira de geometria simples, empilhável e leve com o mí­nimo de material.

 

“Marcenaria Baraúna: móvel como arquitetura”

ISBN: 978-85-62114-69-4

Preço de capa: 40 euros

formato: 23x27cm

Número de páginas: 160

Capa dura

Editora Olhares

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