UM OLHAR SOBRE “O MAL-ESTAR DA FORMA”

A CASA DA ARQUITECTURA levou a efeito o seu ciclo anual de conferências, este ano sob o tema ‘O mal-estar da forma’. As conferências decorreram no Auditório Fernando Távora, na FAUP, nos dias 26 de maio e 2 de junho.

A partir da filosofia (Eugénia Vilela), da história da arte (Laura Castro), da psiquiatria (Júlio Machado Vaz) e da própria arquitetura (Álvaro Siza), cada um dos intervenientes procurou olhar para a ‘forma’ como uma determinação e um desafio. Ao pensador e ao artista compete enfrentar essa determinação e assumir esse desafio.

Se alguma conclusão geral se pode tirar das quatro conferências produzidas, é que o chamado ‘mal-estar’ da forma representa, no fundo, a procura de uma nova e singular conjugação de forças. E, portanto, se um certo mal-estar se verifica nas artes, e na arquitetura, ele deve ser procurado, como sintoma, em pesquisas e procura de soluções que têm mais a ver com um ecrã cultural demasiado amplo, onde se jogam novas possibilidades, novas tecnologias, novos materiais do que na forma propriamente dita. Uma forma ‘tranquila’ que manifesta um aparente ‘bem-estar’ pode revelar igualmente uma convulsão de forças que anuncia um avanço e uma nova oportunidade dentro duma arte ou dentro da arquitetura.

A CASA DA ARQUITECTURA tem intenção de publicar os conteúdos destas conferências lá para finais do próximo Outono.