PAULO MENDES DA ROCHA (1928-2021)

Foi com enorme dor e profunda consternação que a Casa da Arquitectura soube do falecimento do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o seu primeiro sócio-honorário, esta manhã, em São Paulo, aos 92 anos de idade.

 

A Casa da Arquitectura expressa as mais sentidas condolências à família, amigos e colaboradores, solidarizando-se com todos os que, ao longo de décadas, conheceram, trabalham e privaram com tão excecional personalidade.

 

Amigo da Casa da Arquitectura, instituição com que mantinha uma relação próxima há muitos anos e a quem doou o acervo integral do seu trabalho em setembro de 2020, Paulo Mendes da Rocha era o mais premiado arquiteto brasileiro de sempre.

 

Recebeu ao longo da vida as mais altas distinções no domínio da arquitetura, designadamente o Prémio Pritzker 2006, o Prémio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-americana em 2000, o Leão de Ouro da Bienal de Veneza e o Imperiale Praemium em 2016 e a Medalha de Ouro Real de 2017 do Royal Institute of British Architects (RIBA). Este ano, foi agraciado com a Medalha de Ouro da UIA, cujo congresso se realiza em julho no Rio de Janeiro.

 

É considerado um dos expoentes da chamada “escola paulista”, grupo de arquitetos modernistas liderado por Vilanova Artigas. São de sua autoria projetos como Ginásio do Clube Atlético Paulistano, o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), a reforma da Pinacoteca do Estado, o Sesc 24 de Maio e o Museu da Língua Portuguesa, todos em São Paulo. Projetou ainda o Cais das Artes, em Vitória (Espírito Santo), a sua cidade natal. Em Portugal, assinou duas das poucas obras que fez fora do Brasil: o Museu dos Coches e a Casa do Quelhas, em Lisboa.

 

A Casa da Arquitectura tem programada para 2023, uma grande exposição monográfica dedicada a Paulo Mendes da Rocha.

 

O mundo e a arquitetura ficam irremediavelmente mais pobres.